Preso médico suspeito de pedofilia e aborto
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sábado, 26 de setembro de 2009
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Policiais do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) prenderam, ontem de manhã, em Curitiba, seis pessoas, entre elas um médico obstetra e ginecologista, suspeitas de fazer parte de um esquema, que envolvia pedofilia, estupro e abortos.
Além do médico, que tem 57 anos, outras quatro mulheres tiveram prisão temporária decretada. Segundo a polícia, uma delas é suspeita de levar menores de idade para programas sexuais com o médico; duas funcionárias que trabalhavam no consultório, onde seriam realizados os abortos, e uma senhora apontada como responsável por indicar o local para interessadas no procedimento. Foi presa em flagrante, ainda, uma paciente, que tinha feito aborto na noite anterior e estava na clínica no momento da ação policial.
Segundo o promotor Vani Antonio Bueno, coordenador do Gaeco, as investigações eram realizadas desde julho, quando a polícia recebeu denúncias sobre o médico. De acordo com o Gaeco, o médico recebia, uma a duas vezes por semana, geralmente após as 19 horas, adolescentes entre 12 a 17 anos para práticas sexuais. As meninas seriam levadas ao local pela mãe de uma delas. Em troca, elas recebiam pagamento em dinheiro, eram presenteadas com celulares, viagens e outros bens. ''Ele fazia rodízio com as meninas, trocando a cada 30 dias'', acusou o promotor.
Segundo a polícia, o médico praticava o aborto há pelo menos dez anos, em uma clínica no Centro de Curitiba. Seriam realizados em média 15 procedimentos mensais, a preços que variavam entre R$ 1 mil a R$ 5 mil, dependendo do período de gestação. As investigações também apuraram que pessoas de diversas cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo procuravam o médico.
Os policiais apreenderam vários materiais, entre eles o computador do médico, que será periciado à procura de provas.
Cambé
Um incêndio destruiu parcialmente, na madrugada de ontem, uma fábrica de móveis localizada na marginal da PR-445, Jardim Silvino, em Cambé (Norte). Segundo o cabo Nascimento, do Corpo de Bombeiros, um dos barracões, que possuía grande quantidade de material reciclável, principalmente plástico, foi completamente destruído pelas chamas. ''Dos cerca de 500 metros, 200 foram atingidos. A rede de energia elétrica que passa em frente aos barracões também foi afetada'', informou.
Os bombeiros demoraram duas horas para controlar o incêndio. Foram utilizados 21 mil litros de água e a ação de 11 bombeiros. Cinco viaturas, de Cambé e Londrina, foram mobilizadas para controlar a situação. ''Tivemos muito trabalho para evitar que o fogo se alastrasse para outros barracões e atingisse a casa do proprietário, que reside nos fundos da fábrica'', comentou Nascimento. Não houve vítimas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o proprietário do imóvel suspeita que a ação tenha sido criminosa. (Caroline Vicentini)


