Preso mecânico que atropelou pedreiro
Antonio Moraes foi
atropelado na noite
de quarta-feira e
morreu na hora
Eliane Eme Sato
Marcelo AlmeidaProva do crimeO pára-brisa do carro, com o número do chassis, ficou no local do acidente, ocorrido na noite de quarta-feira. O motorista do carro, Carlos Eduardo Bianco (acima), transitava em velocidade superior à permitida para o local e fugiu sem prestar socorro à vítima, que morreu. Para contornar suspeitas sobre o acidente, Bianco foi à delegacia e disse que seu carro havia sido roubado, mas polícia já havia identificado o veículoO Instituto de Criminalística do Paraná desvendou ontem um crime de trânsito graças ao pára-brisa do carro envolvido no acidente. Carlos Eduardo Bianco, 28 anos, atropelou, na BR-277, próximo a Ferraria (Região Metropolitana de Curitiba), o pedreiro Antonio Benedito Moraes, 32 anos, que morreu na hora. Bianco fugiu sem prestar socorro, mas o pára-brisa do carro ficou no local do acidente, que aconteceu na quarta-feira, por volta das 21 horas. O pedreiro foi atropelado ao atravessar a rodovia.
Ontem pela manhã, o comerciante foi preso em flagrante ao registrar queixa na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de que seu carro havia sido roubado. Ele pretendia, assim, evitar suspeitas da autoria da morte do pedreiro. O perito do Instituto de Criminalística Altamir Coutinho conta que já havia identificado o número do chassis do veículo Saveiro, placas AHF 3395, de Curitiba.
Principal suspeito de ter atropelado a vítima, Bianco foi submetido a exames superficiais na própria delegacia. Foram constatados fragmentos de vidro na roupa e no tênis de Bianco e uma mancha de sangue em sua calça. No início, ele negou a autoria do crime, mas acabou confessando diante das evidências, diz Coutinho.
O motorista contou que escondeu o veículo num matagal próximo a Campo Largo com a ajuda do colega Roderley Taner, 27 anos, dono de oficina mecânica e que também foi detido. Segundo o perito do Instituto de Criminalística, análises feitas no local do acidente indicam que o motorista corria a mais de 80 quilômetros por hora.
Pelas marcas dos pneus, Bianco tentou fazer uma manobra para evitar o atropelamento. O carro saiu da pista e foi lançado no acostamento, levando a vítima. ‘‘Ele tentou evitar a morte, mas errou gravemente em não prestar socorro’’, disse o perito.
Bianco foi indiciado por homicídio culposo e por comunicação falsa de crime, segundo a delegada Margareth Motta, da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. Mas o crime, segundo ela, é afiançável. O colega dele também foi autuado por cumplicidade.

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