Preso grupo suspeito de sequestrar empresários
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma quadrilha de sequestradores foi desmantelada pelos policiais do Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial). Os suspeitos são acusados de montar um esquema para sequestrar proprietários de revendas de automóveis em Curitiba e Santa Catarina. Quatro homens e uma mulher foram presos entre a última sexta-feira e ontem, na região da Capital. Segundo o delegado chefe do Tigre, Riad Farhat, a quadrilha lucrou mais de R$ 500 mil com as extorsões e agiria, ao menos, há seis meses.
Com um planejamento prévio e informações privilegiadas sobre as vidas dos empresários, os suspeitos os atraíam para uma residência sob o argumento de que venderiam carros aos proprietários das revendas. Os modelos dos veículos eram oferecidos conforme os perfis dos estabelecimentos.
Além dos baixos preços pedidos pelos supostos carros, a quadrilha convencia a vítima de que a compra deveria ser na casa onde estariam os carros. A credibilidade dos falsos compradores aumentava a cada conversa. A negociação mentirosa durava cerca de dez dias.
As casas usadas pelos sequestradores eram registradas em imobiliárias, onde a quadrilha solicitava as chaves, demonstrando interesse em alugá-las. Depois de cinco horas, tempo médio do sequestro, a chave era devolvida.
''Com o empresário dentro da casa, anunciavam o sequestro e exigiam o resgate'', explicou Farhat. Sob ameaças, o empresário era obrigado a ligar para sua empresa e solicitar um depósito alto em uma conta bancária indicada pelos bandidos. ''Uma mulher era encarregada de emprestar a conta de outras pessoas'', comentou o delegado. Esses ''laranjas'', segundo o policial, não saberiam que suas contas seriam utilizadas para receber dinheiro de origem criminosa. A quantia extorquida chegava a R$ 100 mil.
Até ontem a polícia registrou sete vítimas na Capital e outra em Santa Catarina. A quadrilha se preparava para cometer outros sequestros em Porto Alegre e São Paulo.
Os presos devem responder por extorsão mediante sequestro. Foram apreendidos dinheiro, celulares, armas e computadores, mas nenhum carro. ''Hoje em dia ninguém está disposto a perder dinheiro. É importante que as pessoas não acreditem em dinheiro fácil e que os proprietários não saiam de suas lojas para fazer o negócio'', alertou Farhat.


