Especial para a Folha
A Polícia Militar prendeu, ontem, Maurício José Bernardo, que há vários dias vinha aplicando um golpe em igrejas católicas e evangélicas de Curitiba e várias cidades do interior. Nas igrejas, Bernardo agia junto com duas mulheres, que continuam sendo procuradas. Há suspeita de que uma possa ser sua esposa e a outra uma prostituta.
O golpe consistia no seguinte: Bernardo e as mulheres passavam a frequentar a igreja até adquirir a confiança do padre ou pastor. Ele se apresentava, então, como candidato a dizimista, e oferecia sua ajuda à paróquia, paga através de cheque roubado da Editora Vozes. Ele emitia um cheque entre R$ 500,00 a R$ 1.000,00 e pedia troco na ordem de R$ 300,00 a R$ 500,00, fugindo em seguida da região.
Segundo a Polícia Militar, Bernardo confessou ter aplicado o golpe em várias igrejas na Capital, entre elas a Catedral, Santa Felicidade, Capuchinhos e Batista, e nas cidades de Irati, Castro, Ponta Grossa, Umuarama, Campo Mourão, Maringá, Londrina, Cianorte, Toledo, Cascavel, Arapongas, Apuacarana, além de ter aplicado diversos golpes contra o comércio curitibano.
A Polícia conseguiu localizar Maurício José Bernardo na noite de quinta-feira, depois de verificar que o golpista das igrejas era o mesmo que vinha lesando, a cada dez dias, um hotel em Curitiba. Bernardo foi preso em uma pensão no bairro Santa Helena. Com ele, estava uma folha do talonário de cheques da Editora Vozes, roubado há um mês, comprovando seu envolvimento nos golpes das igrejas.
A ficha policial de Maurício Bernardo é extensa. Além das acusações de estelionato, roubo e receptação, ele já tem pendentes dois mandatos de prisão, um por homicídio pela 2ª Vara do Tribunal do Juri e outro por receptação e falsificação de documento público, na 2ª Vara Criminal.
O golpista está detido na Delegacia de Vigilância e Capturas, onde deve permanecer enquanto tramitarem os dois mandatos de prisão, além de responder ao inquérito junto à Delegacia de Estelionato.

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