Paulo Ubiratan
De Londrina
A delegada de polícia de Cambé (13 km a oeste de Londrina), Geanne Aparecida Felício dos Santos, prendeu ontem pela manhã o paulista Luciano Gonçalves de Oliveira, 25 anos. Ele é acusado de tentar aplicar o golpe do cartão magnético em uma cliente que pretendia retirar dinheiro no caixa eletrônico do Banco Itaú naquela cidade. Segundo a delegada, o acusado usava um processo sofisticado para aplicar os golpes.
Com Oliveira foi apreendido um aparelho de leitura de cartão magnético adaptado para funcionar a pilha. A delegada contou que o aparelho tem o apelido de ‘‘chupa-cabra’’ porque tem a capacidade de captar e armazenar todas as informações de um cartão passado nele.
O acusado havia bloqueado com papel a abertura onde o cartão magnético é inserido, impossibilitando a cliente de utilizar o caixa eletrônico.
Em seguida, Oliveira apareceu identificando-se como funcionário do banco e pedindo para ela passar o cartão no ‘‘chupa-cabra’’.
A agência bancária ainda não estava aberta para o público. Funcionários que começavam a trabalhar no interior da agência - observando através de uma parede de vidro - desconfiaram de Oliveira e foram conversar com ele. Ao ser indagado sobre para que servia o aparelho, o acusado disse que se tratava de um moderno modelo de telefone celular. E foi saindo vagarosamente da agência. Os funcionários chamaram a polícia e Luciano foi preso minutos depois.
A delegada Geanne disse à Folha que o acusado não fez segredo e contou como finaliza a operação para aplicar os golpes. Depois de armazenar os dados dos cartões das vítimas, o ‘‘chupa-cabra’’ é conectado a um computador. O programa do computador permite receber os dados dos cartões das vítimas e os repassa para outros cartões magnéticos. Depois, os ‘‘novos’’ cartões ficam aptos da fazer saques, transferências de valores e compras no sistema de rede-shop.
‘‘Os golpes são feitos depois com os cartões clonados e, normalmente, são aplicados fora do expediente bancário’’, afirmou Geanne. Ela disse que Oliveira pode fazer parte de uma quadrilha que age em todo o Brasil. Há três dias, uma mulher foi vítima do mesmo golpe em Cambé. Oliveira não foi reconhecido por ela. A delegada alertou os clientes para que não peçam ajuda a ninguém nos caixas eletrônicos. Ela aconselha o usuário a pedir informações através dos telefones que ficam ao lado dos caixas.

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