Preso golpista denunciado em programa policial de televisão
Sid Sauer
De Campo Mourão
A Polícia Militar de Engenheiro Beltrão (30 km ao norte de Campo Mourão) prendeu anteontem à noite Dorgival Gomes dos Santos, 39 anos, acusado de assassinato e golpe do seguro em Jaciara (MT). O crime ocorreu em 1998 e ganhou destaque nacional na semana passada, ao ser reconstituído pelo programa Linha Direta, da Rede Globo. Dorgival disse que estava morando em São Paulo e que apenas passava por Engenheiro Beltrão quando foi preso.
Ele estava usando o nome falso de Leonardo Vieira de Carvalho. A carteira de identidade com nome falso foi feita em Montes Claros (MG). Já a carteira de motorista foi tirada no Mato Grosso do Sul. Dorgival estava trabalhando como vendedor de chapéus e cintos e fazia as vendas pelo interior de São Paulo e do Paraná. Ele contou à polícia que não assistiu à reconstituição do seu caso na TV.
Dorgival foi levado para a 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, acusado de falsificação de documentos. Ele já tem mandado de prisão decretado pela comarca de Jaciara (MT), onde é acusado de ter matado Lázaro Leon Pires, que era seu primo. Segundo a denúncia levada ao ar pela Globo, Dorgival matou o primo a pedradas para receber um seguro de vida de R$ 1,3 milhão. Ele simulou um acidente e usou o corpo de Pires como sendo o dele (Dorgival).
A mulher de Dorgival, Neusa Bernardes da Silva, teve participação no caso e já estava presa em Anápolis (GO). Na época do crime, para que o corpo de Pires não fosse reconhecido, o caixão foi mantido fechado durante o velório. Para evitar um reconhecimento posterior através de exumação, o corpo teria sido roubado do cemitério poucas horas após o enterro. Somente meses depois o corpo de Pires foi encontrado pela polícia.
Dorgival confessou à polícia que pretendia dar o golpe do seguro e que fugiu quando percebeu que o crime tinha dado errado. Ele negou, no entanto, que tenha matado o primo. Dorgival disse que Pires morreu num acidente de carro e que ele apenas se aproveitou da situação, usando o corpo para simular sua falsa morte. O acusado disse que cometeu o crime porque estava em dificuldades financeiras ele era dono de uma fábrica de chapéus.





