Belo Horizonte - O empresário cerealista Hugo Alves Pimenta, acusado de envolvimento no assassinato de três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho em 28 de janeiro de 2004, foi novamente preso na noite de quinta-feira, em sua casa, na cidade de Unaí (MG), onde ocorreu a chacina. O pedido de prisão preventiva foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) depois que o serviço de inteligência da Polícia Federal (PF) identificou testemunhas e apontou provas de que Pimenta, empresário cerealista na região, estaria enviando dinheiro a dois dos pistoleiros contratados para a execução dos servidores federais - conforme a denúncia oferecida à Justiça. A PF apurou que as namoradas de Erinaldo de Vasconcelos Silva e Rogério Alan, presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, recebiam repasses mensais de Pimenta em benefício dos acusados.
Segundo o MPF, o objetivo era garantir que os denunciados como executores da chacina assumissem a autoria do crime, desqualificando a versão de homicídio para latrocínio, de modo a inocentar os mandantes. O dinheiro serviria também, segundo o MPF, para que os presos pudessem fugir.
Pimenta foi denunciado como o responsável por contratar os pistoleiros. O fazendeiro Norberto Mânica, juntamente com o irmão, Antério Mânica - atual prefeito de Unaí -, foram acusados formalmente como mandantes da chacina dos três auditores fiscais e do motorista.

mockup