A Polícia Civil de Maringá fechou ontem uma empresa que fazia gravações de fitas cassete piratas em um bairro da cidade. Foram presos em flagrante o dono da empresa, Vanderlei Teixeira de Carvalho, 36 anos, e as funcionárias Elisangela Sanches da Silva, 21 anos, Adenaide Mandarino Ferreira, 38 anos e Verônica Monreal Aliaga, 35 anos. Cada um recebia R$ 120 por mês para fazer as gravações.
A polícia apreendeu ainda sete mil fitas gravadas com diversos gêneros musicais, vários equipamentos de som, uma motocicleta Kawasaki 1.000 cilindradas importada e uma caminhonete S10.
A denúncia contra a empresa foi feita na Corregedoria de Polícia Civil de Curitiba, que encaminhou o caso ao delegado adjunto de Maringá, Luiz Norberto Canhoto. Na semana passada o delegado solicitou à Justiça ordem para busca e apreensão, que foi autorizada no início desta semana pelo juiz Devanir Manchini, da 2ª Vara Criminal de Maringá.
A polícia acredita que a denúncia partiu de gravadoras comerciais. Durante três dias os investigadores da Polícia Civil acompanharam a movimentação na casa onde funcionava a empresa e no final da tarde de ontem fizeram o flagrante.
Carvalho e as três funcionárias foram autuados por violação dos direitos autorais. A polícia vai investigar ainda uma lista de clientes de Carvalho com mais de 100 nomes. Ele disse que vendia as fitas em toda a região de Maringá.

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