Preso é solto e gera protesto
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segunda-feira, 20 de outubro de 1997
Dos correspondentes 
O alvará de soltura para o preso Mirzo Vendrametto Júnior, expedido ontem pelo juiz de direito de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), Valmir Zaias Cosechen, causou revolta para os integrantes do Conselho Municipal de Entorpecentes (Comen). Vendrametto foi preso em maio por tráfico de drogas e porte ilegal de arma e o Conselho não admite que ele seja solto.
Fica difícil desenvolver um trabalho no combate às drogas e a Justiça beneficiar pessoas consideradas perigosas, desabafou o presidente da Comen, Luiz Matarelli Júnior. Segundo ele, Vendrametto portava 1,5 quilo de maconha, quando foi preso, o que o caracterizaria como traficante.
O juiz Valmir Cosechen explicou que o alvará de soltura foi expedido por excesso de prazo na formação da culpa, caracterizando um constrangimento ilegal. O réu está preso há 151 dias, para um processo que deveria estar concluído em 76 dias, explicou. Cosechen disse que o excesso começou com a não observância do prazo de cinco dias pela autoridade policial. Também não foi observado o prazo legal para apresentação da denúncia pelo Ministério Público, além de outros atrasos.
Embriagado A polícia de Jandaia do Sul (18 km a oeste de Apucarana) prendeu anteontem, às 21 horas, na Igreja do Evangelho Quadrangular, Paulo Lopes de Medeiros, 19 anos, que, embriagado, invadiu o culto e agrediu duas pessoas. Segundo o delegado Gustavo Tucci Nogueira, Medeiros estava atrapalhando o culto, e a pedido do pastor Paulo Francisco de Sousa, foi retirado da igreja. Alguns minutos depois, Medeiros retornou com um facão e passou a ameaçar os fiéis.
Paulo Sérgio de Oliveira e Wesley Lopes da Silva intervieram e foram feridos sem gravidade. A polícia prendeu Medeiros, que foi autuado em flagrante por lesões corporais, ameaças e perturbação de culto religioso.


