O alvará de soltura para o preso Mirzo Vendrametto Júnior, expedido ontem pelo juiz de direito de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), Valmir Zaias Cosechen, causou revolta para os integrantes do Conselho Municipal de Entorpecentes (Comen). Vendrametto foi preso em maio por tráfico de drogas e porte ilegal de arma e o Conselho não admite que ele seja solto.
‘‘Fica difícil desenvolver um trabalho no combate às drogas e a Justiça beneficiar pessoas consideradas perigosas’’, desabafou o presidente da Comen, Luiz Matarelli Júnior. Segundo ele, Vendrametto portava 1,5 quilo de maconha, quando foi preso, o que o caracterizaria como traficante.
O juiz Valmir Cosechen explicou que o alvará de soltura foi expedido por excesso de prazo na formação da culpa, caracterizando um constrangimento ilegal. ‘‘O réu está preso há 151 dias, para um processo que deveria estar concluído em 76 dias’’, explicou. Cosechen disse que o excesso começou com a não observância do prazo de cinco dias pela autoridade policial. Também não foi observado o prazo legal para apresentação da denúncia pelo Ministério Público, além de outros atrasos.
Embriagado A polícia de Jandaia do Sul (18 km a oeste de Apucarana) prendeu anteontem, às 21 horas, na Igreja do Evangelho Quadrangular, Paulo Lopes de Medeiros, 19 anos, que, embriagado, invadiu o culto e agrediu duas pessoas. Segundo o delegado Gustavo Tucci Nogueira, Medeiros estava atrapalhando o culto, e a pedido do pastor Paulo Francisco de Sousa, foi retirado da igreja. Alguns minutos depois, Medeiros retornou com um facão e passou a ameaçar os fiéis.
Paulo Sérgio de Oliveira e Wesley Lopes da Silva intervieram e foram feridos sem gravidade. A polícia prendeu Medeiros, que foi autuado em flagrante por lesões corporais, ameaças e perturbação de culto religioso.

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