Campo Mourão - O presidiário Nílson de Paula dos Santos, 27 anos, foi morto com seis tiros no centro de Campo Mourão, sábado à noite, poucos minutos depois de sair da cadeia para visitar familiares na periferia da cidade. Apesar de estar preso, Santos ficava na cozinha da 16ª Subdivisão Policial e podia sair quando quisesse.
O delegado-adjunto da 16ª SDP, Lindomar Alves Júnior, informou ontem que apenas o delegado-chefe, Roberval Butaccini, pode falar sobre o caso. Butaccini está em férias e só deve retornar ao trabalho amanhã. A Polícia Militar divulgou ontem que o provável autor dos disparos é um ex-presidiário conhecido como ‘‘Sequinho’’.
Santos foi morto por volta das 23h30 no Calçadão da Avenida Capitão Índio Bandeira, onde fica a ‘‘Boca Maldita’’ de Campo Mourão. Ele chegou a ser socorrido com vida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu na sala de cirurgia do hospital. O ‘preso de confiança’ levou tiros na cabeça e no peito.
Santos estava preso há dois anos por tráfico de drogas. Segundo informações extra-oficiais, ele era jurado de morte dentro da cadeia de Campo Mourão e, por isso, ficava do lado de fora, ajudando nas tarefas da cozinha. Por questão se segurança, ele chegou a ser transferido para Peabiru, mas voltou à 16ª SDP por causa da interdição da cadeia local.
A morte de um preso no centro da cidade foi o segundo caso ‘constrangedor’ na cadeia de Campo Mourão em menos de 20 dias. No final de maio, Noel Bruno Ribinski, 32, conhecido como ‘maníaco de Iretama’, fugiu três dias depois de ser preso em Londrina. Ele escapou pela cozinha após um descuido da carceragem. Ribinski continua foragido.

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