Preso diz que drogas passam pela segurança
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Acácio de Azevedo, começou ontem a investigar as denúncias de irregularidades na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Ele ouviu três detentos e um deles, Wilson da Silva, confirmou que é viciado em drogas e que os entorpecentes passam pela segurança da penitenciária. Mas o preso se recusou a apontar o nome da pessoa que fornece a droga na PEL.
As denúncias chegaram ao conhecimento do Ministério Público e de diversas autoridades paranaenses - incluindo a vice-governadora Emília Belinati (PTB) - por uma carta anônima. O delegado-adjunto explica que o pedido para que a Polícia Civil investigasse o caso partiu da Promotoria Pública. As principais denúncias são de tortura, tráfico de drogas, corrupção e desaparecimento de documentos.
Acácio de Azevedo ouviu também os presos Osvaldo Francisco de Souza e Jeferson de Souza. O primeiro negou que um funcionário da PEL teria ficado com um dinheiro que havia sido lhe enviado. O outro também negou que tivesse sofrido agressões físicas na prisão. Os três detentos foram citados na carta anônima como vítimas de um esquema de corrupção na PEL.
O delegado explica que recebeu pedido de abertura de inquérito policial no último dia 20 e que tem prazo de 30 dias para concluir o trabalho. Segundo ele, outros detentos e funcionários devem ser ouvidos.
Ao contrário do inquérito policial, as investigações administrativas estão quase concluídas. O vice-coordenador do Departamento Penitenciário (Depen) do Paraná, Flávio Buchmann, termina até a próxima terça-feira o relatório das investigações feitas na PEL a respeito das mesmas denúncias anônimas.
Buchmann passou cinco dias em Londrina levantando as informações e retornou a Curitiba na última quinta-feira. O relatório deverá ser entregue na terça para o diretor do Depen, Sizenando Paredes. O vice-coordenador prefere manter em sigilo as informações. Ele diz apenas que algumas reclamações são fundamentadas e outras são descabidas.





