Preso disse para
irmã que iria para
casa na segunda
A morte do preso Luiz Fernando de Lima foi comunicada à família por volta das 15 horas, dez horas após ela ter ocorrido dentro da Delegacia de Araucária. O pedreiro Tadeu Marques de Lima, 55 anos, pai de Luiz, disse que estava trabalhando quando foi informado que o filho tinha morrido. De chinelo e ainda com a roupa suja do trabalho, o pedreiro foi ao IML para liberar o corpo do filho. Pouco antes de assinar os papéis no instituto, ele revelou que não sabia ao certo como Luiz Fernando tinha morrido. ‘‘Eu não sei o que aconteceu’’, disse.
Revoltado, o pedreiro afirmou que tinha certeza que o filho voltaria para casa. ‘‘Ontem ele falou para a irmã (que foi visitá-lo) que tinha audiência na segunda-feira e que depois ia para casa’’, contou. Com o rosto trêmulo e os olhos cheios de lágrimas, o pedreiro disse que não iria tomar qualquer medida contra o governo do Estado, pelo fato de Luiz Fernando ter morrido numa Delegacia. ‘‘Brigar com a Justiça não adianta. Vou sepultar meu filho.’’ Apesar da revolta, Marques de Lima mostrou acreditar que o filho havia tomado o rumo errado na vida. ‘‘Ele já tinha antecedentes criminais’’, revelou. ‘‘A gente nunca mandou ele fazer isso... Eu sempre dava conselhos.’’ (J.A.)

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