Preso da PEL morre e causa é desconhecida
Paulo Ubiratan
Londrina
O preso da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), João Carlos de Almeida Claudy, 34 anos, morreu ontem pela manhã, no Hospital Universitário (HU). Até ontem à tarde a causa da morte era desconhecida. Diversas informações foram passadas à inmprensa, inclusive, de que João Carlos seria soropositivo. Familiares teriam recebido a informação de funcionários da PEL de que ele morreu por overdose de cocaína. Médicos do HU fizeram a autópsia no corpo mas o laudo apontando a causa da morte será entregue somente à família.
O diretor da PEL, Dyson Ferreira de Pinho, disse que Claudy estava internado no HU há 15 dias e descarta a hipótese de que o preso tenha morrido de overdose. Não sei realmente de que morreu o preso, mas não acho que o motivo tenha sido tóxico, afirma. Temos uma eficiente revista nos dias de visita e é quase impossível alguém conseguir colocar tóxico para o interior da penitenciária, garantiu.
Pinho disse que aguarda o laudo da necrópsia para tomar providências. O diretor prometeu que irá vasculhar as celas da PEL se realmente o preso morreu por overdose de cocaína.
O caso de consumo de tóxico não é novidade na penitenciária. Já foram encontradas porções de maconha nas celas e até hoje as investigações não apuraram como os presos conseguiram o tóxico.
Conforme os familiares de Claudy, ele teria conseguido a cocaína no interior da PEL. A overdose teria ocorrido porque, durante uma revista, para não ser punido, ele teria engolido de uma só vez três papelotes de cocaína. O preso era gaúcho e morava em Londrina com a esposa. Ele estava condenado por roubo.





