O pintor Elton Simão da Silva, de 28 anos, deixou a unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) nesta quarta-feira (21), duas semanas após a Justiça expedir o alvará de soltura dele. Silva ganhou o direito à liberdade em 7 de outubro, mesmo dia em que a rebelião iniciada na penitenciária, no dia 6, foi concluída. Depois disso, ele passou a ser procurado como um dos vinte detentos que conseguiram fugir da unidade 24 horas após o fim do motim. "No entanto, ele não deixou a prisão em nenhum momento", destacou o advogado Gustavo Mello dos Santos, contratado pela família do pintor na última sexta (16) por conta do impasse.

Considerado foragido pelo Departamento de Execução Penal (Depen) do Paraná, o pintor ficou "desaparecido" por diversos dias. Sem informações sobre o paradeiro do rapaz, a família dele procurou a direção da PEL 2 em diversas oportunidades, e, em todas as vezes, recebeu sempre a mesma alegação. "Eles diziam que o Elton era um dos fugitivos e nada mais. Precisei entrar com pedido de providências na Justiça, solicitando para que ele fosse procurado tanto na PEL 2 como na PEL 1", explicou o advogado.

Rebelião, que deixou um preso morto e diversos feridos, durou 24 horas
Rebelião, que deixou um preso morto e diversos feridos, durou 24 horas | Foto: Gustavo Carneiro



A informação de que ele era um dos foragidos, entretanto, continuou a ser sustentada pelo Depen. Pelo menos até quarta-feira, quando o então fugitivo da PEL 2 deixou a unidade. "Nesse período em que ele ficou desaparecido, os familiares ouviram de tudo. Diziam que o Elton tinha sido morto durante a rebelião e enterrado na prisão", contou Santos.

Detido em setembro de 2014, o pintor, que já havia sido preso após ser condenado por assalto, ficou pouco mais de um ano atrás das grades, suspeito de auxiliar o autor de um assassinato a fugir de Londrina. As provas contra o rapaz, no entanto, não foram confirmadas durante o julgamento dele. Apesar disso, Silva ficou preso de modo preventivo até a expedição do alvará de soltura.

O advogado da família estuda entrar com uma ação por danos morais contra o Estado por conta de toda a confusão.

mockup