Da Redação
Gidson Monteiro, que foi preso anteontem com 7,550 kg de maconha prensada, faz parte de uma quadrilha ligada ao tráfico internacional de drogas, de acordo com informações da Polícia Federal (PF). Monteiro foi preso por policiais militares de Cambé (13 km a oeste de Londrina), juntamente com Celso da Luz. Eles foram autuados em flagrante pelo delegado do 3º Distrito Policial (DP), Jurandir Gonçalves André, e levados à Prisão Provisória de Londrina.
A quadrilha à qual Gidson Monteiro pertence era liderada, até outubro do ano passado, pelo ex-prefeito de Guaraci (72 km ao norte de Londrina), José Morandi, e o filho dele, José Marcelo Morandi. Ambos estão foragidos e, segundo a PF, devem estar morando no Paraguai. Eles haviam sido presos naquela época, na divisa do Paraná com São Paulo, com 230 kg de cocaína e crack.
Os dois teriam fugido do país depois que a juíza do Tribunal de Alçada do Paraná, Regina Afonso Fortes, concedeu-lhes liberdade provisória. Na ocasião, a determinação da juíza causou diferentes questionamentos porque contrariou lei federal que enquadra o tráfico de drogas como crime hediondo, sem direito a qualquer benefício de liberdade antes de julgamento.
Depois que os Morandi foram soltos, a decisão da juíza foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Paraná. Desde então, a Polícia Federal não conseguiu localizar novamente os dois acusados de tráfico de drogas. O desmantelamento da quadrilha liderada pelos Morandi aconteceu após prisão, em Cornélio Procópio (60 km a leste de Londrina), de outras pessoas ligadas ao comércio ilegal de entorpecentes. Entre elas estavam os irmãos Gidson e Gilberto Monteiro.
O delegado Jurandir André, que ontem encaminhou o inquérito do novo flagrante de Gidson portando droga para a delegacia de Cambé, disse saber de um mandado de prisão expedido a pedido da PF contra o traficante. Na Polícia Federal, cujo delegado-chefe José Roberto Morel está em viagem, a Folha não encontrou na tarde de ontem ninguém que pudesse falar sobre o caso. (O.C.)

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