A situação da Polícia Civil na Região dos Campos Gerais também é preocupante. A situação é tão crítica que em Imbituva (60 km de Ponta Grossa), tem até um detento cuidando da delegacia. Aroldo Jorge Camargo está cumprindo pena por homicídio e foi ele quem atendeu uma equipe de reportagem que passou pela cidade quinta-feira.
Ontem, no entanto, o escrivão João Carlos Fabrício disse que tudo não passou de um mal entendido. ‘‘Ele estava fora da cela porque estava cozinhando.
Ontem também foi nomeado um delegado para a cidade. Porém, Fernando Furlaneto não pode assumir por problemas de saúde.
A ausência da Polícia Civil registrada em Imbituva se repete na maioria dos municípios que estão sob a jurisdição da 13ª Subdivisão Policial, cuja sede é Ponta Grossa. Segundo o delegado chefe da 13ª, Noel Muchinski da Motta, dos 17 municípios que integram a 13ª Subdivisão Policial somente seis contam com delegados de carreira. São Ponta Grossa, Palmeira, Castro, Irati, Jaguariaíva e Arapoti. Nos demais, o cargo de delegado vem sendo exercido por escrivãs, investigadores ou pessoas da própria comunidade que são indicadas para o cargo. São os chamados suplentes de delegado que não recebem um centavo pela função que exercem.
Em Piraí do Sul, por exemplo, uma escrivã faz as vezes de delegada, mas no fim do mês recebe só o salário de escrivã. Essa situação se repete em Sengés e Ipiranga. E fica ainda mais grave em municípios como Porto Amazonas, Inácio Martins, Fernandes Pinheiro, Guamiranga e Carambeí. Nessas cidades os suplentes são pessoas da comunidade, que trabalham voluntariamente.
É o caso do investigador aposentado Jorge Sebastião, que responde pela delegacia de Carambeí (20 km de Ponta Grossa).

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