Preso acusado de roubo de cargas
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quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) prendeu ontem em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), mais um integrante da quadrilha especializada em roubo a residências, veículos e principalmente de cargas no Paraná e Santa Catarina. A quadrilha seria chefiada por Ivanildo Sitorski, conhecido da polícia desde a década de 80, quando se especializou no roubo de caminhonetes. Segundo o Cope, com a prisão de Antonio Valdir dos Santos Júnior, 26 anos, o Beca, toda a quadrilha foi capturada. Sitorski e outros membros do grupo foram presos no último dia 26 de julho.
De acordo com o delegado do Cope, Marco Antonio Góes, Beca confessou ter participado de assaltos a cargas de cigarros juntamente com a quadrilha de Sitorski. Mas teria abandonado os comparsas porque não estava recebendo o pagamento pelos assaltos que participava. Ele afirmou que Sitorski lhe devia R$ 18 mil. O Cope informou que Beca estava foragido e já tem condenações por roubo. Ele vai responder por formação de quadrilha e roubo.
As primeiras prisões aconteceram no final de julho, quando a polícia capturou cinco pessoas e uma sexta foi morta em uma troca de tiros. A prisão da quadrilha aconteceu logo depois que eles roubaram uma carga de cigarros na região Ponta Grossa. O patrimônio de Sitorski foi estimado pela polícia em R$ 5 milhões. Sitorski já cumpria pena por roubo na Colônia Penal Agrícola, em Piraquara (RMC), porém depois de conseguir uma licença para sair e visitar parentes em junho, não voltou mais e começou a ser procurado.
Poucos dias após a prisão da quadrilha chefiada por Sitorski, o Cope prendeu também a empresária Elizabeta Zanela e seus dois irmãos, Paulo Franz e João Franz, sob a acusação de serem receptadores e cargas roubadas por eles. Foram apreendidas várias caixas de cigarro, das quais cerca de 30 eram de uma carga que teria sido roubada pela quadrilha. Atualmente, eles respondem ao processo em liberdade. Elizabeta é conhecida pela campanha que exigia justiça na investigação da morte de seu filho, Rafael Zanela, baleado numa abordagem pela polícia civil em 1997 em Curitiba. Ela nega envolvimento no crime.


