Curitiba Após dois anos da decretação de um mandado de prisão preventiva, o empresário de Rio Negro (109 km a sudoeste de Curitiba), Mário Fogassa, foi preso por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MP) estadual, em setembro de 2002, como suposto líder de uma quadrilha de roubos de cargas, que teria atuação no Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
Fogassa também é suspeito de envolvimento no assassinato do vereador de Campo do Tenente (81 km ao sul de Curitiba), Divonzir Rodrigues, que ameaçava denunciar o esquema de roubo de cargas. A quadrilha usaria uma chácara do município como depósito das cargas roubadas.
A polícia de Ribeirão Preto tinha suspeita da participação de Fogassa em roubos de medicamentos naquele Estado. A polícia paranaense encaminhou cópia do mandado de prisão e fotos do suspeito e depois de dois dias de campana em uma oficina mecânica, onde Fogassa havia levado um caminhão para consertar, os policiais o prenderam.
O suposto líder da quadrilha foi preso na última quarta-feira e transferido para o Centro de Triagem, em Curitiba, no dia seguinte, mas só ontem foi apresentado pelo delegado da Estelionato e Desvio de Cargas, de Curitiba, Roberto de Almeida Júnior. Segundo o delegado, Fogassa foi indiciado por formação de quadrilha, receptação e homicídio e está, agora, à disposição da Justiça de Rio Negro.
Os advogados Edigardo Maranhão e Antônio Augusto Figueiredo Basto devem assumir a defesa de Fogassa. Caso isso se confirme, eles devem ingressar com pedido de revogação da prisão ainda esta semana, informou Maranhão. Basto afirmou que os dois ainda estão se inteirando do processo. Em princípio, o interrogatório de Fogassa no Juízo de Rio Negro estaria marcado para esta sexta-feira, dia 18.
Além de Fogassa, outras 26 pessoas foram denunciadas pelo MP de Rio Negro e, pelo menos, 12 delas foram presas. A Folha não conseguiu confirmar quantos dos acusados ainda permanecem presos. Entre os detidos, estavam dois delegados e o superintendente da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (um deles está aposentado e os outros dois continuam trabalhando) e um policial militar. Eles foram acusados de receber propina para facilitar a liberação de uma carga roubada. Na época da denúncia pelo MP, em uma entrevista a uma emissora de televisão, Fogassa inocentou os policiais.

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