Curitiba - O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) da Polícia Civil apresentou ontem, em Curitiba, o homem apontado como líder de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões-guincho. Segundo a polícia, Cristiano Schafer Neto, 45 anos, estava foragido há quase dois anos, depois que o Nurce desmantelou o grupo comandado por ele. Agora, a polícia investiga se o acusado está envolvido também em roubos de carros importados.
O nome de Schafer Neto apareceu durante as investigações da Operação Fênix, deflagrada em novembro de 2005 pelo Nurce e que resultou na prisão de quatro pessoas. Todos respondem a processos que tramitam na 11 Vara Criminal de Curitiba. O líder do grupo, no entanto, não havia sido localizado na época. Cerca de um ano depois, o Nurce começou a receber informações de que ele estaria em Santa Catarina. Na noite da última quarta-feira, Schafer Neto finalmente foi preso em São Bento do Sul.
O delegado-chefe do Nurce, Sérgio Sirino, explica que o grupo investigado na Operação Fênix era especializado no roubo de caminhões-guincho. ''Alguns desses veículos chegavam a custar até R$ 200 mil'', conta Sirino. Para realizar os crimes, cometidos principalmente na Região Metropolitana de Curitiba, integrantes da quadrilha simulavam estar precisando de guinchos e chamavam empresas especializadas no serviço. Quando os guinchos chegavam, os motoristas eram rendidos e mantidos em cativeiro até que o veículo fosse entregue aos receptadores.
De acordo com Sirino, depois da operação de 2005, Schafer Neto deixou de agir no roubo de caminhões-guincho. Mas o Nurce suspeita que ele estivesse operando um esquema de roubos de carros importados. ''No telefone celular dele, encontramos vários números gravados que seriam placas de carros importados. Ainda estamos investigando se esses carros foram roubados por ele'', diz o delegado. Sirino afirma ainda que o Nurce investiga a possibilidade de servidores públicos do Paraná e de Santa Catarina serem colaboradores de Schafer Neto. Eles seriam os responsáveis por ''esquentar'' os veículos roubados. ''Não há como não suspeitar. Sempre há o braço de funcionários corruptos dispostos a ajudar esses criminosos'', justifica.

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