Ney de SouzaNa cadeiaLindomar Ortega foi preso na casa da mãe; ele é fugitivo da Colônia PenalA Polícia Civil de Foz do Iguaçu prendeu ontem Lindomar Ortega, de 20 anos, acusado de ter baleado o uruguaio Alejandro Ipar Lopez, no último domingo, durante assalto a um ônibus que levava turistas às Cataratas. Lopez, de 23 anos, foi transferido ontem à tarde para Montevidéu, capital do Uruguai. Segundo boletim do Hospital Costa Cavalcanti, onde o turista estava internado, seu estado de saúde era grave.
Lindomar Ortega foi preso ontem pela manhã, perto da casa de sua mãe, em uma favela na Vila Adriana (região sul da cidade). Com ele, a polícia apreendeu um revólver calibre 357. Na casa de sua mãe, foram encontrados duas pistolas - calibres 380 e 635 -, balas para essas armas, dois relógios, uma máquina fotográfica, fotos e documentos de identidade que a polícia acredita pertencer às vítimas do assalto.
Em depoimento, Ortega confessou o assalto e confirmou que atirou no turista, mas disse que o disparo foi acidental. ‘‘O revólver disparou sem eu querer’’, afirmou à Folha. Segundo ele, antes de atingir a cabeça do turista uruguaio, a bala feriu de raspão o ombro de seu parceiro no assalto, de quem até agora a polícia sabe apenas o nome e o apelido - Celso ‘‘Polaquinho’’.
O assalto aconteceu no domingo à tarde. Ortega e ‘‘Polaquinho’’ entraram em um ônibus da empresa Transbalan, que fazia a linha turística Centro-Cataratas. Depois de pagar as passagens, eles deram voz de assalto e começaram a roubar os passageiros. Antes de descer do ônibus, Ortega atirou e acertou a cabeça do turista uruguaio.
O acusado disse que o assalto rendeu R$ 700. Ortega foi indiciado por roubo com tentativa de homicídio, crime cuja pena vai de 12 a 30 anos de prisão. Segundo o delegado chefe da 6ª Subdivisão Policial (SDP) de Foz do Iguaçu, Luís Carlos de Oliveira, Ortega tem diversas passagens pela polícia e é fugitivo da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba).
TransferênciaO uruguaio Alejandro Lopez foi transferido ontem à tarde para Montevidéu, em um avião equipado com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel.
A transferência foi uma exigência da família. Os custos da operação, pagos por um plano de saúde uruguaio, não foram divulgados. Segundo o diretor-administrativo da Foztur (autarquia encarregada de promover o turismo na cidade), Ortêncio Castilha, o órgão pagou R$ 3 mil, referentes a partes das despesas com o hospital. A despesa total ultrapassou R$ 15 mil.

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