Curitiba A Polícia Civil apresentou ontem um dos dois suspeitos de participarem da tentativa de assassinato do jornalista Nilton Saciotti, no último dia 17, em Curitiba. O guardador de carros Claudiomir da Silva, 26 anos, confessou ter participado do suposto seques tro-relâmpago de Saciotti e sua mulher, a jornalista Rosana Grein, e confirmou à imprensa que Rosana teria armado toda a ação para que seu marido fosse assassinado. Um outro guardador de carros, conhecido por Adrianinho, está sendo procurado pela polícia. Rosana foi presa na semana passada.
De acordo com Silva, foi Adrianinho que negociou com Rosana e quem seria o autor dos disparos contra Saciotti. Porém, Silva apontou onde estava escondida a arma usada no crime, um revólver calibre 38. O delegado Hamiltom da Paz Júnior, da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, disse que a polícia chegou a Silva através de uma denúncia, que apontava os autores do crime como guardadores de carros que atuavam nas proximidades de um shopping center de Curitiba. O supeito disse que, no dia do crime, Rosana foi até o shopping com a caminhonete e pegou os dois, que se esconderam no veículo.
O delegado também disse que informações prestadas por outros guardadores de carros deram conta que Rosana foi até a região, no domingo antes do crime, e teria tentado convencer outros a ajudá-la, até chegar a Adrianinho. Silva disse que não sabia o tipo de ''trabalho'' que faria até o momento do crime. Segundo ele, receberia R$ 1,5 mil.
O delegado responsável pelo inquérito, Osmar Antonio Dechiche, de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) onde ocorreu o crime , disse que não vai se pronunciar até a concluisão do processo para não atrapalhar as investigações. Ele também não confirmou se um seguro de vida seria o motivo do crime.
O advogado de Rosana, Elias Mattar Assad, afirmou que sua cliente nega o crime. Ele entrou ontem com um pedido para o juiz da Central de Inquéritos de Curitiba, que expediu o mandado de prisão preventiva de Rosana, avalie se ele é realmente competente para julgar o caso. ''Achamos que o caso deve estar nas mãos de um juiz de São José dos Pinhais'', afirmou.

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