Presídios terão que informar escalas de agentes ao Depen
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Enquanto não se define sobre a legitimidade ou não do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Paraná (Sinspp) para representar os agentes de disciplina em greve, o governo estadual, através do Departamento Penitenciário (Depen), solicitou um levantamento sobre as escalas que estão sendo cumpridas pelos funcionários que não aderiram ao movimento. O sindicato denunciou que agentes estariam trabalhando excessivamente sem terem descanço.
Na Casa de Custódia de Londrina (CCL), a ordem foi recebida ontem à tarde. O diretor do presídio, major Édison Marcos Tomaz, se antecipou e garantiu à reportagem que nenhum agente está trabalhando sob pressão. Ele declarou que alguns funcionários de outros turnos estão fazendo horas-extras para suprir a necessidade da unidade: ''Mas nenhum deles foi obrigado a continuar trabalhando; as escalas de descanço estão sendo cumpridas''.
De acordo com Tomaz, com a contratação de 10 novos agentes os turnos estão registrando até mais efetivo de segurança do que antes da paralisação. ''Os turnos, quase sempre, estão com número maior de funcionários'', disse. Ele também assegurou que os recém-contratados fizeram o curso obrigatório na Escola Penitenciária, no ano passado, e estão aptos ao trabalho.
As declarações do diretor da CCL não convenceram os grevistas. O delegado sindical regional, Robério Bicheri, afirmou que muitos agentes estão tendo que permanecer na unidade. ''Tem novato que entrou às 10 horas de sexta-feira e saiu somente às 17 horas do domingo'', apontou. Eles também não aceitam a postura das empresas que administram os presídios terceirizados de não negociarem com o Sinspp. Segundo ele, 90% da categoria são filiados a este sindicato.


