Representantes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça conheceram ontem a Penitenciária Industrial de Guarapuava, a primeira do País com gestão privada. Inaugurado há um ano, o presídio abriga 200 detentos, que trabalham em uma indústria de estofados montada no local pela empresa Azulbrás, de Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina).
Todos os serviços da penitenciária – desde a alimentação dos presos até a segurança interna – são executados pela empresa Humanitas, de Curitiba. O custo mensal de um preso no local ao Estado é de cerca de R$ 1,2 mil, o dobro do sistema convencional. Os detentos recebem um salário mínimo mensal (R$ 151,00) e têm um dia de pena reduzida a cada três dias trabalhados.
Os membros do conselho elogiaram a iniciativa. Na opinião do presidente, Ariosvaldo Campos Pires, apesar de cara, a iniciativa pode servir de exemplo para outros Estados. O grupo participou, em Curitiba, de um seminário nacional sobre penas alternativas, encerrado ontem à noite.

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