Presídio industrial recruta presos
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sexta-feira, 01 de setembro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Agentes da Penitenciária Industrial de Guarapuava estão recrutando detentos da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu na tentativa de oferecer condições aos condenados para diminuir a pena com trabalho e estudo. A iniciativa também vai ajudar a reduzir o número de presos que mantém o complexo de Foz superlotado.
Uma equipe composta por um psiquiatra, psicólogos e agentes penitenciários, foi enviada para organizar a seleção dos detentos, iniciada anteontem. Até a tarde de hoje eles devem encerrar as entrevistas com os 100 presos escolhidos para participar do programa. Fizemos a pré-seleção baseada em questões jurídicas. Somente presos condenados e dispostos a aceitar as normas da nova cadeia serão removidos, explicou a defensora pública Juraci Frates, diretora da Unidade Penal de Guarapuava, considerada prisão modelo no País por sediar uma indústria de estofados que utiliza a mão-de-obra dos presos. A penitenciária tem capacidade para 230 pessoas, mas tem somente 168.
Para ser removido, o preso deverá manter uma rotina diária de seis horas de trabalho e duas horas de estudo. Ele inclusive deverá deixar de fumar caso queira ser transferido, já que a penitenciária não permite o uso de cigarro. Além de conversar com a defensora pública, os candidatos participam de entrevistas com os dois psicólogos e a psiquiatra. Depois de selecionados, a aprovação final será dada pela juíza da comarca de Guarapuava dentro de uma semana.
Juraci destacou que são 60 vagas disponíveis e que elas não serão ocupadas totalmente pelos detentos de Foz. Estamos trabalhando com as unidades carcerárias de toda a região, mas queremos dar um atendimento especial a esta cidade devido à superlotação.
A Cadeia Pública de Foz, que tem capacidade para 168 presos, está abarrotada com 446 pessoas. Destas, cerca de 200 já foram condenadas pela Justiça e aguardam transferência para penitenciárias do Estado. Nos últimos 12 meses, foram registradas cinco tentativas de fuga e uma rebelião, ocorrida em novembro do ano passado e que resultou na morte de um policial civil.


