Presídio do Ahú vai abrigar Judiciário
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quinta-feira, 13 de maio de 2004
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba Todos os serviços da Justiça Estadual em Curitiba deverão ser centralizados em um único local, onde hoje funciona a Prisão Provisória, no bairro do Ahú. O anúncio foi feito ontem pelo governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Oto Luiz Sponholz. Segundo ele, com todo o Poder Judiciário centralizado em um mesmo local no futuro Centro Judiciário do Ahú os cidadãos terão mais facilidade e melhor acesso às atividades judiciárias.
O centro abrigará todas as varas cíveis, criminais e de execução, além de outros órgãos. O TJ, que hoje se localiza no Centro Cívico, junto com o Palácio Iguaçu e o complexo do Legislativo, entretanto, permanecerá no mesmo lugar. Sponholz assinou, ontem pela manhã, a proposta que vai para a Assembléia Legislativa do Paraná para ser analisada.
De acordo com ele, o Poder Judiciário espera há mais de 20 anos, um espaço físico que abrigue seus diversos órgãos de forma adequada e racional. Segundo Sponholz, a unidade prisional situada no Ahú está em prédio tombado pelo Patrimônio Histórico, que, restaurado, poderá atender perfeitamente aos serviços judiciais. Com a aprovação na Assembléia, o Poder Executivo estará autorizado a ceder ao Poder Judiciário o imóvel, de propriedade do Estado, que abriga o Presídio do Ahú.
A mudança também trará economia para os cofres públicos, uma vez que, segundo o secretário de Estado de Obras Públicas, Luiz Dernizo Caron, o Poder Executivo desembolsa cerca de R$ 5 milhões anuais apenas com o aluguel de imóveis do Judiciário. Segundo o secretário, a implantação total do Centro Judiciário do Ahú custará cerca de R$ 100 milhões, para aproximadamente 100 mil metros quadrados de área construída, e todo o processo, incluindo reformas, poderá demorar de cinco a 10 anos.
Os 820 presos que estão no Presídio do Ahú deverão ser levados para uma nova unidade a ser construída em Piraquara, município que concentra hoje o maior número de unidades penais na Região Metropolitana de Curitiba. No Presídio do Ahú estão atualmente instaladas a Prisão Provisória de Curitiba, o Centro de Observação Criminológica e Triagem, o Departamento Penitenciário do Estado e seus órgãos auxiliares, bem como o Batalhão de Polícia de Guarda.
A nova unidade terá capacidade para 900 presos. Segundo Sponholz, as obras deverão começar a ser executadas no próximo ano e a relocação de presos deverá ocorrer em 2006. O novo presídio deverá custar cerca de R$ 10 milhões para os cofres públicos, segundo estimativa do secretário de Obras Públicas.
De acordo com o secretário de Estado da Justiça, Aldo Parzianello, o sistema carcerário estadual abriga, atualmente, cerca de 14 mil presos, sendo oito mil em presídios e penitenciárias e seis mil em delegacias e distritos policiais. Segundo o secretário, o sistema penitenciário não sofrerá prejuízos com a nova medida.


