Mesmo com as transferências feitas ontem, o presídio, que tem capacidade para 80 detentos, continua superlotado. Agora a população do Hidelbrando de Souza é de 163 internos. Antes da rebelião, por falta de espaço muitos presos dormiam nos corredores.
Por causa do excesso de detentos, várias brigas começaram a ser registradas no interior do presídio. Na terça-feira à tarde, algumas horas antes do início da rebelião, Alisson da Silva foi espancado por outros detentos, no momento em que assinava o seu alvará de soltura. Foi a terceira briga registrada num prazo de sete dias.
O diretor do presídio, delegado Mário Machado, havia concluído um relatório, no dia anterior, para entregar à Justiça e ao Conselho Comunitário de Segurança, relatando a situação precária do presídio. ‘‘Aquilo é um caldeirão do inferno e a rebelião era uma coisa previsível’’, declarou.
A preocupação das autoridades policiais da cidade é que em poucos dias o número de detentos pode voltar para a casa dos 200. Isto porque, em média, são feitos cinco flagrantes por dia em Ponta Grossa. Na cidade ainda existem mais de mil mandados de prisão, que não são cumpridos porque não existe onde colocar os presos. (D.A.)

mockup