Presidentes engajados fazem diferença
Um bom exemplo de engajamento é a Associação de Moradores do Poligonal Turquino Maracanã, na Zona Oeste, que há dois anos tem lutado por melhorias na infra-estrutura do bairro e já conseguiu mudar a vida dos habitantes. Graças ao trabalho do presidente Aparecido Alves Júnior, o Cido, os moradores obtiveram a instalação de redes de luz, água e esgoto, asfalto, construção de casas populares, centro comunitário, quadra poliesportiva coberta e unidade básica de sa© úde.
''A idéia de unificar os bairros em torno de um único nome serviu para acabar com a rivalidade do passado. A população não é muito unida por aqui. Se eles não tivessem liderança, a obra não saía'', confessou o presidente.
Representante de toda a Zona Oeste de Londrina, Cido conhece bem os problemas dos bairros vizinhos. No Jardim Colúmbia, por exemplo, a colocação do asfalto está parada. Já no Nossa Senhora Aparecida não há previsão de legalização da área. ''Aquelas famílias precisam de um rumo'', avaliou.
Para o presidente da Vila Rica (Zona Oeste), José Carlos Gonçalves dos Santos, quando a comunidade se reúne e reivindica melhorias para o bairro onde mora, a resposta das autoridades chega muito mais rápido. Em parceria com os presidentes das associações de moradores do Jardim Nossa Senhora da Paz, Pantanal e Jardim Santiago, ele conseguiu a limpeza das ruas e calçadas dos bairros.
''Outros presidentes de bairro devem se unir para cobrar melhorias na infra-estrutura local. Depois que eles virem que a união faz a força, eles vão querer correr atrás de ajuda da Prefeitura como nós.''
Um exemplo de que a união, se não faz a força, pode fazer ''muito barulho'', foi a mobilização dos moradores dos jardins Acapulco e Del Rey (Zona Sul), que recorreram à Câmara de Vereadores para tentar impedir a transferência de presos provisórios para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).
Um documento entregue aos vereadores mencionou um ''acordo verbal'' firmado por representantes das administrações municipal e estadual com os moradores, há mais de dez anos, em que teria ficado decidido que a prisão provisória não seria instalada em definitivo no local. Os moradores temem pela segurança da população e pela desvalorização imobiliária de até 20% para a região. (M.G.)





