O presidente da Cohab de Londrina, José Caetano Perry, disse que o grande desafio da companhia tem sido a tentativa de negociar as dívidas antigas que impedem a liberação de recursos pela Caixa Econômica Federal. ‘‘Recebemos da administração anterior uma herança de R$ 16,5 milhões de dívidas vencidas com a Caixa, e temos que resolver isso.’’
O ex-presidente da Cohab, Wilson Sella, nega que tenha deixado a ‘‘herança’’. Procurado pela Folha, ele comentou: ‘‘As dívidas da Cohab foram negociadas com a Caixa, em setembro do ano passado. Nada impede que a atual administração consiga recursos para novas moradias’’. Segundo Sella, a dívida foi parcelada em dez anos.
O ex-presidente da companhia diz que só não foi possível negociar a dívida relativa a 4 mil casas construídas em outras cidades paranaenses na gestão anterior do prefeito Antonio Belinati (PDT).
‘‘Ao assumir a Cohab, herdei uma dívida não composta’’, diz o atual presidente. Perry afirma que a diretoria anterior arrecadava as prestações mas não pagava o financiamento das casas populares. A dívida referente a 108 contratos normais é de R$ 3,5 milhões e a dos demais totaliza R$ 13 milhões. ‘‘Estamos tentando com a superintendência da CEF recompor essa dívida.’’
O ex-presidente da Cohab também nega essas críticas do sucessor no cargo. Wilson Sella diz que, na gestão anterior, do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PT), a companhia deixou de fazer o repasse das prestações por 18 meses, mas pagou tudo que estava atrasado, em setembro do ano 97, quando foi renegociada a dívida com a Cohab.
(Luka Morais)

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