Cascavel - O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9 Região, juiz Lauremir Camaroski criticou ontem em Cascavel as Câmaras de Conciliação, criadas para diminuir o número de processos nas Varas Trabalhistas. Segundo Camaroski os trabalhadores estão sendo penalizados, pois, em alguns casos, são obrigados a ''pagarem taxas aos mediadores''. ''Deve ser feita uma modificação na legislação que proíba esse tipo de atitude dos conciliadores'', disse.
Camaroski esteve em Cascavel para inaugurar a nova sede do Fórum Trabalhista no município. O prédio foi construído através de convênio com a Caixa Econômica, que recebeu em contrapartida a preferência nos depósitos judiciais oriundos de execuções trabalhistas realizadas nas duas Varas da cidade.
As duas Varas do Trabalho de Cascavel receberam juntas 3.909 processos no ano passado, sendo que 3.516 foram solucionados. O julgamento de um processo trabalhista, em primeira instância, leva oito meses, em média.
Segundo Lauremir Camaroski, existe a previsão de ser criada uma 3 Vara Trabalhista para Cascavel, entretanto o projeto que prevê sua criação ainda tramita na Câmara de Deputados. Em todo Paraná, 25 novas Varas deverão ser criadas com a aprovação desse projeto. Ele completa que as duas Varas de Cascavel estão sobrecarregadas por atenderem, também, outros 17 municípios da região. Outro problema é a defasagem de juízes e funcionários que atuam no Fórum.

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