O Sindicato dos Policiais (Sindipol) de Londrina vai eleger uma nova diretoria. O presidente da entidade, o investigador Ralph Grein de Oliveira, renunciou ao cargo anteontem. Grein foi reeleito no final do ano passado para mais três anos de mandato - este seria o segundo exercício. A decisão, afirma a diretora da entidade, escrivã Tânia Aparecida de Oliveira, foi resultado do descontentamento da categoria com o desempenho de Grein, além de suspeitas de irregularidades administrativas.
As eleições deverão ser marcadas no dia 2 de janeiro, durante a assembléia de prestação de contas. ‘‘A maioria dos diretores também renunciou aos seus cargos porque não concordava com a administração de Grein’’, explicou. A diretoria da entidade, diz, era formada por 20 pessoas. ‘‘Hoje apenas quatro permanecem’’, acrescenta. Em assembléia realizada esta semana, os filiados da entidade elegeram uma comissão que assumiu a responsabilidade de fazer uma auditoria interna no sindicato.
Tânia de Oliveira deixa claro que, até agora, não há indícios de que o ex-presidente da entidade esteja envolvido em alguma irregularidade. ‘‘Ele fechou a entidade à participação dos filiados e desrespeitou as normas do estatuto do sindicato. Chamado a prestar contas, preferiu renunciar’’, disse.
O descontentamento, complementa, resultou em uma desfiliação em massa. ‘‘Nosso sindicato sempre foi forte e representativo e, de repente, se tornou apático e sem ação’’, comenta. Hoje a entidade tem cerca de 200 filiados, representando menos de 40% da categoria.
O Sindipol representa toda a classe da polícia civil (delegados, investigadores, escrivães, etc.) de Londrina, Apucarana e Cornélio Procópio. O menor salário da categoria é de R$ 700,00 (bruto). Com a saída de Grein, a entidade foi assumida provisoriamente pela investigadora Silvana Ladeia. O resultado da auditoria na entidade vai ser apresentado na assembléia de janeiro. ‘‘Independente de quem for eleito, nossa esperança é ver o sindicato voltar a ter a representatividade e força que sempre teve’’, afirmou Tânia de Oliveira.
A Folha procurou Ralph Grein de Oliveira, mas não conseguiu encontrá-lo. No Sindipol, a informação é de que ele estaria de férias, e ninguém sabia como contatá-lo.

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