Presidente do IPMC vai ter de explicar déficit de R$ 9 milhões
O Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC) terá quinze dias para responder à comissão especial da Câmara Municipal sobre a atual situação do instituto, que acumula uma dívida de R$ 9 milhões. Ontem, o presidente do IPMC e secretário da Administração, José Alberto Reimann, esteve reunido com os vereadores para prestar esclarecimentos, mas, por causa da complexidade de algumas das questões levantadas, foi determinado o prazo regimental.
No encontro, porém, Reimann comunicou que no início do mês o IPMC conseguiu fazer o pagamento de R$ 301 mil referentes aos serviços prestados pelos profissionais autônomos em agosto. Segundo ele, o instituto fez ainda o pagamento de 50% da dívida que tinha com os hospitais que prestam serviços ao IPMC no mesmo mês. O restante deverá ser pago até o final de dezembro. Com isso, o instituto fica com apenas dois meses de atraso no pagamento. Os valores referentes a novembro não são considerados porque ainda estão sendo processados. Reimann nega que os atrasos provocaram descredenciamento de profissionais.
No dia 21, quando acontecerá uma nova reunião com os integrantes da comissão especial, o presidente do IPMC deverá informar se a Prefeitura de Curitiba vem fazendo regularmente os repasses dos recursos descontados na folha de pagamento de todos os servidores municipais. Ele deverá apresentar ainda listagens de todos os imóveis pertencentes ao instituto, dos profissionais autônomos credenciados, das clínicas, hospitais e laboratórios que prestam serviços ao IPMC e o número exato de contribuintes segurados do sistema.
A comissão pede ainda que o IPMC especifique os nomes de todos os servidores que deram origem a cada uma das pensões pagas. Reimann diz que essa informação é variável. Hoje há 1.300 pensionistas. O presidente da comissão especial, vereador Jairo Marcelino (PSB), diz que se algumas das questões dependerem de mais averiguação, será oferecido novo prazo ao IPMC, até que todas as dúvidas sejam sanadas.
José Reimann diz que hoje a dívida do IPMC soma R$ 9 milhões. Para fevereiro de 1999, a projeção é que o valor salte para R$ 13 milhões. Temos uma receita de 1,8 milhão, mas gastamos cerca de R$ 3 milhões, o que nos dá um déficit de pouco mais de R$ 1 milhão por mês, comenta.
Para sanar os problemas do IPMC, Reimann afirma que será preciso trabalhar o fluxo de caixa. Para isso, terá que reorganizar e reestruturar o instituto. Uma saída, segundo ele, é reformular os procedimentos colocados hoje à disposição dos servidores e seus dependentes. A medida não significa cortar serviços, mas racionalizá-los.
Segundo o presidente, não existe um plano de saúde tão completo como o do IPMC, mas o problema é que o instituto vem sendo obrigado a pagar por um número exagerado de procedimentos exigidos pelos médicos. Outra dificuldade é o número de usuários do plano. Enquanto apenas 27 mil servidores pagam 8,8% de seus salários para a manutenção do instituto, aproximadamente 75 mil pessoas usufruem do serviço.





