Presidente devolve acusações O eletrotécnico aposentado Jonas Guimarães, 64 anos, reagiu às denúncias de irregularidades no Centrasil contra-atacando os acusadores de forma ríspida. ‘‘Dois são mentirosos e estão me perseguindo por vingança. O Alexandre era secretário da entidade e recebeu salário de maneira ilegal durante vários anos. Fui eu que tirei ele de lá. O Osvaldo morou com a família numa dependência do nosso centro também durante anos, sem pagar água, luz, aluguel e telefone. Era para ser zelador mas não fazia nada. Fui eu quem acabou com esta mordomia dele. Por isso, os dois estão agora contra mim.’’ Na opinião de Guimarãs, o terceiro acusador, Cícero Ricardo, não tem nada pessoal contra ele, mas estaria sendo manipulado pelos outros dois denunciantes das supostas irregularidades. ‘‘Ele é instruído para falar o que interessa ao Alexandre e ao Osvaldo’’, afirma o presidente do Centrasil. De acordo com ele, as denúncias apresentadas à Secretaria de Ação Social e à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público foram arquivadas porque não tinham fundamento ou já foram resolvidas. ‘‘Passei mesmo dinheiro da entidade para a conta da minha mulher, mas foi por orientação de um advogado. Reconheci o erro e devolvi tudo direitinho para a conta da entidade’’, afirma. Segundo ele, o advogado o orientou a tirar o dinheiro da conta do Centrasil por medo de uma ação trabalhista que Osvaldo Albergone estava ameaçando mover contra a entidade, quando teve que sair do imóvel em que morava gratuitamente. Albergone nega que tenha feito esta ameaça contra a entidade. Guimarães também nega que esteja cobrando mensalidade obrigatória dos idosos, mas admite que apresentou algumas notas fiscais de despesas particulares nos balancetes da entidade. ‘‘Estou disposto a ressarcir o que foi gasto do dinheiro do centro. Mas alguns conselheiros não estão aceitando este acerto.’’ O presidente do Centrasil admite também o pagamento de multa dos cheques que estavam sem fundos. ‘‘Todos foram pagos, a entidade tinha o dinheiro. O problema é que ele estava numa aplicação e eu não sabia que tinha que autorizar a transferência para a conta corrente. Errei por ignorância’’, defende-se. Jonas Guimarães diz ainda que apenas convida os idosos a irem aos bailes no salão de shows em que é sócio. ‘‘Eles não pagam para entrar. E também não são obrigados a ir; vão porque querem. É lógico que têm que pagar pelo que consomem, porque lá é um estabelecimento particular, não do Centrasil’’, afirma o presidente do centro. (O.C.)