Presidente de escola diz ser impossível devolver verba
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quarta-feira, 30 de julho de 2003
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
A presidente da escola de samba Grêmio Recreativo Unidos do Jardim do Sol (zona oeste de Londrina), Maria José Ferreira de Farias, afirmou ontem desconhecer por que a entidade não prestou contas dos recursos estaduais repassados nos anos de 1989 e 1990. A escola de samba foi uma das 17 entidades do Estado que tiveram as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Paraná (TC), anteontem.
Maria José, que assumiu a entidade em 2000, garante que nos últimos quatro anos a prestação de contas foi feita de forma regular. De acordo com ela, os recursos repassados em 2000 e 2001 ficaram em torno de R$10,5 mil. Em 2002 e 2003, o repasse subiu para R$ 15 mil. Os valores são inferiores ao da quantia repassada pelo Estado em 1990, que foi de R$ 20 mil o maior valor entre os 17 convênios reprovados pelo TC. Em 1989, o Grêmio havia recebido R$ 3 mil.
O presidente da entidade na época, Antônio Carlos Ferreira de Farias, é irmão de Maria José. A reportagem tentou entrar em contato com Farias, mas foi informada de que ele estaria em Bauru (SP). A atual presidente ressaltou que a devolução dos R$23 mil reprovados, exigida pelo TC, será impossível. ''As escolas de samba de Londrina estão todas endividadas. Eu mesma já tive que tirar dinheiro do próprio bolso para cobrir despesas de carnaval'', argumentou.


