O presidente da União Democrática Ruralista (UDR) do Paraná, Marcos Prochet, disse ontem que Querência do Norte ‘‘é uma cidade sem lei’’, dominada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). ‘‘Os comerciantes fecham as portas afirmando solidariedade aos sem-terra, mas na verdade têm medo deles’’, disse.
Prochet reclama que a prefeitura respeita mais os sem-terra que os proprietários. ‘‘A estrada ‘municipal’ de acesso a minha propriedade está abandonada e eu não consigo chegar até lá porque o outro acesso está ocupado pelos sem-terra’’. Segundo Prochet, o MST já anunciou a invasão de outras quatro propriedades em Querência.
‘‘O MST escolhe a área não por ser improdutiva ou estar produzindo, mas as que apresentam maior facilidade, onde não encontra resistência e onde os donos estão descapitalizados, o que dificulta ainda mais a reintegração de posse, que custa dinheiro’’, desabafa Prochet. Essa situação, na sua avaliação, está levando muitos proprietários a contratar seguranças para garantir a integridade das áreas.
Neste domingo, a UDR realiza em Paranavaí o primeiro leilão de gado voltado à arrecadação de recursos para garantir a defesa das terras por meios legais. Serão oferecidos 300 animais doados por criadores. Nenhum dos líderes do MST foi localizado pela Folha em Querência do Norte.

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