Presidente da associação
anuncia fim do trabalho
Diante das dificuldades, a presidente da Afilon, Safira Hermes da Fonseca, anunciou ontem que o Centrinho irá parar de funcionar a partir de 12 de julho. Sem dinheiro para pagar as dívidas referentes a gestões anteriores, Safira afirma que não é possível dar continuidade ao trabalho.
A entidade não recebeu os R$ 8.993,00 do convênio com Secretaria de Estado da Educação referente ao mês de junho, já que o prazo da certidão provisório venceu em 30 de junho. ‘‘Estamos nos mantendo apenas com R$ 4 mil da Prefeitura. Deste dinheiro R$ 2 mil vão para o aluguel e os outros dois mil são para pagamento de pessoal e compra de material de consumo’’, afirma o gerente financeiro da entidade Rodrigo de Oliveira.
As dívidas somam quase R$ 200 mil - R$ 52 mil de ações trabalhistas, R$ 4 mil de FGTS e R$ 130 mil de INSS patronal. ‘‘Precisamos de uma ajuda mesmo que provisória por parte de empresários, da prefeitura, da comunidade, ou de quem quiser ajudar’’, afirma Rodrigo de Oliveira. Esta verba seria de no mínimo R$ 10 mil para folha de pagamento.
O Centrinho atende 480 crianças com deficiências labiopalatais de Londrina e 56 municípios, segundo Safira de Oliveira. São crianças como Mateus, 3 anos, que faz sessão com fonoaudióloga uma vez por semana. ‘‘Ele nasceu sem palato e com fissura facial e só agora, com o tratamento, está começando a falar’’, diz. ‘‘Sem o Centrinho o tratamento tem que ser particular e nós (os pacientes da entidade) não temos condições financeiras para isto’’, completa.
A dona de casa Neusa Maria Machado Colombo também não sabe como dará continuidade ao tratamento do filho Carlos Eduardo, 14 anos. ‘‘É um tratamento especializado e vêm profissionais de Bauru prestar assistência’’, disse.(EP)

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