Campo Mourão A preservação no imóvel de duas espécies de árvores barbatimão e óleo de copaíba pode ser a responsável pelo maior desconto no IPTU de Campo Mourão: 30%. As espécies, nativas do município, são protegidas por lei municipal e, até um limite de seis, cada uma pode significar um desconto de 5% na hora de pagar o imposto predial e territoral urbano.
A lei existe há cinco anos e foi feita com o objetivo de preservar as espécies. Apesar de ser típico do Centro-Oeste do País, o cerrado chegou a ter uma faixa de mais de 100 quilômetros em Campo Mourão até os anos 50. Hoje, restam apenas pequenas ''ilhas''. Uma delas foi transformada em estação ecológica. Estudos dizem que se trata do cerrado mais ao sul do Planeta.
De acordo com a Secretaria Municipal da Fazenda, 61 contribuintes estão cadastrados e recebendo descontos que totalizam R$ 7 mil. Excluindo a isenção aos aposentados, o maior desconto dado pela prefeitura, depois da preservação dessas árvores, é de 10% a quem quitar o imposto à vista em fevereiro e a quem pagou o tributo em dia no ano passado.
A distribuição dos 27,3 mil carnês aos devedores do IPTU começou ontem. O reajuste em relação ao ano passado é de 10,93%. Os primeiros carnês foram entregues na área central. Já tirando os descontos e as isenções, a prefeitura espera arrecar R$ 7,4 milhões com o imposto. A Secretaria da Fazenda estima que a renúncia de receita com o tributo passe de R$ 1 milhão.
Apenas com os 10% da pontualidade em 2002, a prefeitura abrirá mão de R$ 210 mil. Outros R$ 200 mil serão ''perdidos'' com os 10% dados a quem pagar o imposto à vista. Aposentados ficam isentos de pagar R$ 150 mil. A isenção a casas com menos de 50 metros quadrados representa uma renúncia de R$ 50 mil e, às igrejas, R$ 75 mil.

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