As crianças pedem e os pais, sempre que podem, satisfazem os desejos dos pequenos. Na hora de escolher o presente dos filhos, entretanto, é importante levar em conta o pedido das crianças, mas atendê-lo de acordo com as necessidades da família. ‘‘O Natal pode ser uma oportunidade para colocar limites e aproveitar a magia da data para se dedicar às crianças’’, explica a pedagoga especializada em psicopedagogia, Isabel Parolim.
Marcelo AlmeidaCoraçãoMarta Mazina: motoquinha para a filha Gabriele, de 1 ano e 10 mesesAlertando que nenhum presente - por mais caro ou desejado que seja - substitui atenção, afeto e dedicação, Isabel diz que os pais não devem comprometer o orçamento doméstico para dar o presente de Natal requisitado. ‘‘Os adultos devem explicar que não há dinheiro suficiente para comprar determinado produto ou que o Papai Noel não poderá trazê-lo porque custa caro.’’ É importante comprar brinquedos adequados à faixa etária. ‘‘Não é incomum uma criança de dois anos pedir um par de patins, mas os pais devem explicar que o brinquedo não serve para a idade dela.’’ Uma criança de nove anos, assegura, se divertirá muito mais com uma bicicleta tipo cross do que com outra sofisticada e com muitas marchas.
Para as crianças menores, até quatro anos, Isabel aconselha brinquedos de montar. Dos quatro aos dez anos, o ideal são os jogos de regras, que estimulam o raciocínio. Os mais velhos normalmente sabem o que querem e pedem coisas mais elaboradas, como um videogame.
Marcelo AlmeidaLógicaQuatro filhos e muitos pedidos exigem pesquisa, diz Rafael FavoritoLivros infantis, fitas de vídeo de desenhos animados, fantasias e jogos de bonecos para montar um teatrinho podem ser recebidos com estranheza inicialmente, mas também fazem a alegria da garotada.
Segundo a pedagoga, o ideal é que a criança possa criar e interagir com o presente. ‘‘É mais interessante, por exemplo, dar um kit para montar um avião, do que um avião pronto e que faça tudo sozinho.’’ Tintas, giz-de-cera, lápis de cor e desenhos para colorir são uma opção melhor que uma mini-tevê de mentira que apenas repete imagens.
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Isabel lembra que os pais não devem privar as crianças de brincar. ‘‘Os adultos podem interferir e ajudar nas brincadeiras, principal instrumento das crianças para entender o mundo e aprender a organizá-lo’’, diz Isabel. Ela não aconselha o uso dos presentes para induzir o comportamento das crianças com frases como ‘‘se você não fizer isso, o Papai Noel não trará o seu presente.’’ Os pais podem aproveitar a data para escrever cartas para o Papai Noel junto com as crianças e fazê-las esperar, uma forma de trabalhar a ansiedade dos filhos.

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