Presença do animal é percebida pelo canto
A natureza tem os seus caprichos. O último deles foi esconder da ciência, em uma área altamante degradada da Região Metropolitana de Curitiba, um passarinho frágil de plumagem preta no dorso e cinza no ventre. Representante da família dos rinocriptídeos, o macuquinho-da-várzea se alimenta de insetos e voa pouco. Prefere andar por baixo dos capins, onde possui abrigo contra predadores e alcança com mais facilidade a sua caça. Essa habilidade muitas vezes contribuiu para que a pequena ave conseguisse escapar das tentativas de captura realizadas pelos biólogos. Acostumados com o emaranhado da vegetação rasteira, a rede não era obstáculo para os macuquinhos-da-várzea: presos nas redes dos pesquisadores, eles conseguiam escapar pelos buracos da malha, ou conseguiam rastejar e fugir por baixo da armadilha.
A presença do macuquinho-da-várzea é percebida com mais facilidade pelo canto, que consiste na repetição de uma nota curta. Quando irritado, chega a cantar sem interrupção por dez minutos.





