Presença da PM gera polêmica
A discussão sobre a segurança na UEL esbarra em uma questão delicada, que é a presença da Polícia Militar no campus. Segundo o prefeito do campus, Dari de Oliveira Toginho Filho, a PM faz a patrulha na UEL durante os finais de semana e quando é acionada pela Divisão de Segurança da instituição quando há registros de ocorrências ou alguma atitude suspeita é identificada. Mas na avaliação do prefeito, se não houver intervenção policial, não há como ter segurança. "Minha equipe não anda armada. É preciso manter um contato próximo. Acionamos a PM quando precisamos, temos o respaldo da PM, mas temos que ter a consciência de que o policial não é um bandido."
O porta-voz da PM, capitão Marcos Todoro, considera necessária uma conversa com a comunidade da UEL para que a corporação possa definir sua forma de atuação. Ele relembra que os policiais já tiveram de enfrentar a animosidade de alunos, que não concordam com a presença da PM. "Não temos que ter a autorização deles [comunidade interna], mas precisamos patrulhar o entorno sem que haja animosidade. Já tivemos problema porque a PM trabalha para todas as infrações, inclusive para as que os acadêmicos cometem."
Mais direto, o coordenador do curso de História da UEL, Marcos Antônio Neves Soares, afirma temer a presença da PM no campus. "Ao invés de fazer o policiamento, vai se voltar contra a comunidade interna. O consumo de maconha entre os alunos é cultural e não podemos fechar os olhos. A PM, ao invés de ir atrás de quem nos ameaça vai atrás dos nossos alunos. A gente não precisa de polícia para tomar o baseado deles." (S.S.)





