Cada qual tem sua história, mas todas falam de uma redescoberta. Rubens, por exemplo, se converteu a partir de uma apresentação de canto coral. Sidney foi levado pela esposa. Já Elzi, esta não teve escapatória, desde os dez anos participa da Igreja Presbiteriana Central de Londrina, que este mês completa 70 anos. Neste domingo, em comemoração à data, será realizado um culto especial, a partir das 19 horas, no Centro de Adoração.
  Preservando suas particularidades, os relatos individuais dos fiéis muito se assemelham. Todos se referem à transformação que passam ao freqüentar os cultos. ‘‘Esse é nosso verdadeiro objetivo. Queremos que cada pessoa que vier aqui possa se sentir em casa e descobrir, ou redescobrir, a própria fé em Deus’’, afirma o pastor titular da igreja, Osni Ferreira.
  Há 22 anos à frente do templo da Central, entre um atendimento e outro – Ferreira passa o dia todo conversando com fiéis e amigos – ele relembra momentos importantes, como quando conseguiu recuperar um fiel que estava preso, sem grandes persepctivas, e hoje se reeqüilibrou e voltou a ter uma vida social e familiar. ‘‘Agora essa pessoa é diácono aqui. Esta é a nossa verdadeira recompensa’’, garante.
  Mas Ferreira é reconhecido mesmo por ser um ‘‘plantador’’ de igrejas. ‘‘Essa é a grande vocação dele, que até para os Estados Unidos já foi para trabalhar na fundação de templos’’, revela uma das fiéis que a mais tempo se dedica à igreja, Elzi de Almeida Ferreira, ou apenas Zizi, como é carinhosamente chamada pelos colegas. Ao 68 anos, ela – como destaca – cresceu, namorou, casou e criou os filhos sempre trabalhando na igreja. ‘‘Às vezes acordo de madrugada e lembro de alguém que veio pedir ajuda. Imediatamente me ponho a orar por ele’’, conta.
  Diariamente, a igreja mantém um plantão pastoral para atender quem chega pedindo ajuda. ‘‘A gente recebe muitas pessoas que nem sempre têm religião, mas que com certeza está precisando de ajuda’’, afirma o diácono Rubens Teodoro Gomes, 67 anos. Questionado como chegou à Igreja Presbiteriana, ele não esconde o orgulho da própria história. ‘‘Fui ver a apresentação de um grupo de coral numa igreja presbiteriana perto da minha casa e me encantei. Decidi me converter e cinco anos depois fui convidado para vir para a Central. Hoje sou diácono e participo como seminarista’’, resume, com sorriso no rosto.
  Já Sidney Nascimento Martins, 32 anos, chegou à Presbiteriana Central acompanhando a esposa. ‘‘Viemos de Arapongas em 1999 e ela já era evangélica. Aos poucos fui me aproximando e descobrindo os ensinamentos de Jesus em minha vida’’, relata. Ele integra uma equipe de jovens que trabalham na evangelização. Além de diácono, é líder de um dos 158 grupos espalhados pelo município, onde se estuda os ensinamentos bíblicos refletindo sobre a aplicação destes na vida cotidiana dos fiéis.
  Mas com tantos relatos de quem já faz parte da igreja, é o pastor Osni que lembra a importância da mesma para o município: ‘‘o Colégio Londrinense, a Unifil, o Hospital Evangélico, o Meprovi e o Meprovi Pequeninos são todos frutos da Igreja Presbiteriana Central. Isso é importante pois cumprimos nosso papel social através destas instituições também.’’

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