Presbifonia atinge homens e mulheres
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Reportagem Local 
Curitiba - Todo o corpo sente os sinais do envelhecimento. Com a voz não seria diferente. A presbifonia, ou envelhecimento vocal, atinge homens e mulheres e piora a qualidade de voz, e causa problemas na vida cotidiana, como cansaço, falta de ar e dificuldade de ser compreendido ao telefone. Entretanto, com acompanhamento médico e de um fonoaudiólogo, pode ser controlado.
A otorrinolaringologista do Hospital São Vicente (Funef), de Curitiba, Tatiana Patruni, explica que o início da condição depende da saúde física, psíquica e da história de vida. Nas mulheres, pode-se associar à menopausa, por conta do declínio das funções dos ovários. "Entretanto, o envelhecimento vocal se torna mais perceptível a partir dos 60 ou 70 anos", detalha a especialista.
Esse processo natural acontece por conta da perda de massa e de tônus da musculatura da laringe, além do enrijecimento das cartilagens laríngeas. "O envelhecimento vocal e da musculatura da boca, faringe e laringe pode provocar alterações na deglutição, facilitando os engasgos e aspirações", explica a otorrino.
Para se definir o diagnóstico de presbifonia, é necessário realizar exames de imagem, como a laringoscopia direta e exames laboratoriais. Se confirmado, o tratamento é por meio da fonoterapia e devem-se fazer laringoscopias posteriores para acompanhar a evolução do tratamento.
A médica conta que as alterações vocais podem ser retardadas e até mesmo evitadas, com um treinamento vocal adequado e contínuo, como o canto ou a própria fonoterapia. "Um bom condicionamento físico durante a vida adulta também contribui", completa.


