Presas se rebelam e tentam fuga em distrito de Londrina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de julho de 2001
Lúcio Flávio MouraDe Londrina 
Um grupo de 19 detentas entre elas duas que aguardam julgamento por homicídio se rebelou na madrugada de ontem no 2º Distrito Policial em Londrina. Elas serraram as grades, arrombaram cadeados, ganharam a área do corredor, arrebentaram uma tela de aço que reveste a carceragem e chegaram a abrir uma fenda na parede.
A tentativa de fuga coletiva ocorrida por volta das 4 da manhã só não se consumou pela ação rápida de um policial civil e pelo alerta dado pelo cão que faz a guarda externa. O pelotão de choque foi chamado e rapidamente controlou os ânimos das presas, que não resistiram, mas reclamaram muito das más condições carcerárias, principalmente a superlotação. são 16 vagas ocupadas por 24 presas, além de vagas no sistema penal para as apenadas. Os policiais então puderam organizar uma revista e a recontagem.
Segundo a polícia, nenhuma presa se feriu. Apenas cinco presas de uma das quatro celas não participaram do motim.
As amotinadas foram acomodadas em apenas uma cela, em uma área de apenas 12 metros quadrados, durante uma hora. Após a recontagem, permaneceram no pátio, até que fossem feitos os reparos. Na tarde de ontem, o distrito já havia voltado a normalidade.
O delegado José Arnaldo Peron Martins disse à Folha que deve ouvir todas as envolvidas na tentativa de fuga. Como punição, as presas ficarão um mês sem visitas e o mesmo tempo sem banho de sol. Para as que aguardam julgamento, a fuga pode implicar na perda das vantagens, concedidas aos presos de bom comportamento.


