Numa clima tranquilo, de quase excursão, as 40 presas que estavam no 4º Distrito Policial de Londrina foram transferidas para a carceragem do 3º Distrito Policial ontem de manhã. Segundo o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Jurandir Gonsalves André, a transferência foi feita em atendimento à determinação da Vara de Execuções Penais de Londrina.
A carceragem do 3º DP estava desativada há dois anos por causa das condições precárias da estrutura física. O delegado-chefe da 10 SDP afirma que para receber as detentas, o local passou por uma reforma completa. As obras consumiram investimentos de R$ 8 mil, com recursos dos próprios delegados de Londrina. ''Agora o local está com condições de ser habitado novamente. Também foram comprados colchões novos para as detentas e instalado um berçário'', observou André.
No 4º DP as detentas também enfrentavam problemas de lotação. A carceragem do local, segundo o delegado-chefe, que tem capacidade para abrigar 24 pessoas, estava ocupada pelas 40 presas. O 3º DP oferece 36 vagas.
As detentas comemoraram a transferência, reclamando das condições da carceragem do 4º DP. ''Mesmo continuando presa, sei que vou para um lugar melhor'', diz a detenta Dioceli Alves, 24, presa há um ano por homicídio. Outra que ficou satisfeita com a transferência foi Andréa Pereira da Silva, 22. Ela foi presa em flagrante em setembro quando furtava fraldas em um supermercado. Na época estava grávida de 8 meses e o bebê nasceu no 4º DP. ''Mas como o lugar não tinha condições a juíza não deixou eu ficar com o bebê. Ele está com minha mãe, que já tem uma filha deficiente, além de não estar sendo amamentado'', diz.
O delegado-chefe disse que presos que hoje estão no 5º DP serão transferidos para a carceragem do 4º DP. André explicou que a Vara de Execuções Penais determinou que o 5º DP continuasse a abrigar os detentos. ''Mas não podemos seguir isso, pois teríamos que deslocar duas equipes de investigadores para cuidar de presos. Nossa prioridade agora é a investigação'', comenta.
André diz que o 5º DP abriga atualmente 66 presos, mas tem capacidade para 24. Segundo o delegado-chefe, a determinação da Vara de Execuções Criminais recomendava que, desse total, fossem transferidos para o 4º DP, 48 presos. Os 18 restantes deveriam ser mantidos na carceragem do 5º DP ou serem enviados para a Casa de Custódia de Londrina. ''Mas a Casa de Custódia só tem duas vagas e não disponho de efetivo para manter os presos do distrito'', comentou. Ele observa que 10 presos de Londrina já ocupam carceragens em Ibiporã e Cambé.

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