Presas fogem com bebês recém-nascidos
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sábado, 12 de abril de 2003
Agência Estado 
São Paulo Não durou mais que meia hora a sensação de liberdade da detenta Daniela Regina Romano, de 20 anos, e de sua bebê Maria Eduarda, de apenas três dias. Elas estavam a poucos quilômetros do Presídio Feminino do Butantã, à margem da Rodovia Raposo Tavares, quando foram avistadas por policiais militares e levadas ao 75º DP Jardim Arpoador. Mãe e filha fazem parte de um grupo de 10 presas e nove bebês recém-nascidos que fugiram na noite de sexta-feira do Centro de Atendimento à Mulher Presa, anexo àquela cadeia.
Assim que se viu fora do presídio, Daniela pediu carona a um motorista. E, mais adiante, acreditou que ali já poderia caminhar tranquila com a filha, sem chamar a atenção. Mas o alarme já havia soado e viaturas policiais, com apoio de helicópteros, vasculhavam a região. Até ontem, porém, nenhuma outra fugitiva foi localizada.
Ao contrário das primeiras informações da polícia, a ação de resgate não contou com um grande número de marginais. Apenas três homens, armados com metralhadora e fuzis, renderam dois agentes na portaria e invadiram o hospital à procura de Andréia Nascimento Boschin, de 25 anos, presa na terça-feira, após um assalto, durante o qual foi baleada na perna direita. A assaltante estava numa cela no andar superior e, depois de quebrarem o cadeado com um alicate hidráulico, um invasor provavelmente seu namorado a carregou no colo, durante a fuga.
Quatro dos cinco funcionários que se encontravam no hospital foram agredidos com coronhadas. Durante o tumulto, chamaram a atenção de nove detentas que amamentavam seus bebês, no térreo, onde funciona a maternidade. E elas aproveitaram para também fugir, levando seus filhos.


