O setor feminino do 2º Distrito Policial está superlotado e não existe possibilidade do problema ser resolvido. No espaço onde cabem 28 pessoas estão 62 presas. A Folha apurou junto a duas presas - que pediram para não ser identificadas - que a situação nas celas está ‘‘desesperadora’’, principalmente, para as doentes em estado grave. ‘‘Não dá nem para respirar. Estamos vivendo em completa promiscuidade’’, afirmou uma delas.
Em levantamento feito pela reportagem junto a 10ª Subdivisão Policial, duas presas estão com câncer, três são portadoras do vírus da Aids, sendo que uma delas está grávida. Há três meses os 2º, 3º, 4º Distritos Policiais foram desafogados com a transferência de 200 presos para a Prisão Provisória. A prisão foi construída para brigar 144 presos e está com sua lotação esgotada. Por um pequeno período o problema de lotação nos DPs foi amenizado. O motivo que levou a piorar a situação foi o aumento de prisões nos últimos meses. Atualmente os DPs estão com sua lotação triplicada e em Londrina não existe nenhum outro local para abrigar presos.
O último reescalonamento no 2º DP foi a transferência dos menores infratores para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolecente Infrator (Ciaadi). A transferência proporcionou a ocupação de quatro celas pelas presas. Antes, elas ocupavam apenas uma parte das celas e o corredor. A expectativa maior será a conclusão da Cadeia Pública de Londrina, cuja construção ainda está nos alicerces.

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