Presas do Paraná serão as primeiras a ter prevenção e tratamento de doenças
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Redação FolhaWeb com AENotícias 
Começa neste mês, por Foz do Iguaçu (Extremo-Oeste), um projeto pioneiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em parceria com o governo estadual, de prevenção e tratamento dos cânceres do colo do útero e mama, DST/Aids, tuberculose e hepatite B e C da população carcerária feminina.
Foz é a cidade paranaense com maior proporção de mulheres presas em relação à população feminina total, segundo a secretária de Estado da Justiça e Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes. "Foz tem hoje 150 mulheres presas, enquanto Curitiba, com uma população bem maior, tem cerca de 200 e Londrina, 120", informa.
A partir da experiência de Foz do Iguaçu, o projeto será estendido para as demais regiões do Paraná, que conta hoje com 1.992 mulheres presas, de um total de aproximadamente 30 mil presos no Estado.
O trabalho de prevenção e tratamento dessas doenças será feito a partir de palestras e acompanhamento com o apoio da Rede Feminina Paranaense de Combate ao Câncer, incluindo o exame ginecológico e a mamografia em unidades de saúde, quando necessário. Além das mulheres encarceradas, o projeto se estende para profissionais das unidades prisionais, como as agentes penitenciárias.
População crescente
A meta, segundo o juiz adjunto coordenador do Departamento de Monitoramento do Sistema Penitenciário Nacional do CNJ, Luciano André Losekann, é atender as cerca de 32 mil mulheres que cumprem pena no Brasil.
Segundo ele, é uma população que vem crescendo muito. "Só nos últimos cinco anos, o total de mulheres presas aumentou 31%, contra 6% do público masculino no mesmo período".
O principal motivo dessas prisões é o tráfico de drogas. Elas são usadas como carregadoras de drogas e acabam até substituindo seus companheiros no comando em alguns lugares. No Paraná, a situação é semelhante.


