Presa traficante ligada a Beira-Mar
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Agentes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) de Curitiba prenderam na noite de anteontem, em Maringá, a traficante Shirley Aparecida Pontes, 33 anos. Estávamos procurando Shyrley, desde que recebemos dossiê da Polícia Civil do Rio de Janeiro, informando que ela pode fazer parte do braço paranaense da gangue do traficante Fernandinho Beira-Mar, revelou o delegado do Cope, Mário Ramos.
Com a traficante, os policiais civis apreenderam aproximadamente 1 quilo de cocaína pura. Também estão presos em Maringá, Anderson Carlos Wincelewski, 19, e Ronaldo Neuci Klick, 34. Segundo os policiais, os dois estavam com Shirley no momento da prisão, misturando a droga com outras substâncias.
O delegado informou que Shirley pode ser ouvida pelos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Federal e também por deputados paranaenses integrantes de uma comissão especial de investigação. Até o fechamento desta edição, porém, Mário Ramos não confirmou a data dos depoimentos. Como segurança e porque é foragida do sistema penitenciário de Rondônia (RO), a traficante vai ser transferida para a Penitenciária Feminina do Estado, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.
Em 1991, ela foi presa em Rondônia com grande quantidade de cocaína, mas fugiu. Em maio deste ano, Shirley foi citada por integrantes da quadrilha que assaltou o Conglomerado Banestado, no bairro Santa Cândida. Presa em Campo Mourão, foi transferida para a carceragem do 9º Distrito Policial, em Curitiba. Mário Ramos garante que comparsas de Fernandinho BeiraMar foram os que resgataram Shirley, em maio passado.
Shirley negou todas as acusações durante os 30 minutos em que deu entrevistas. Nem sei o que é narcotráfico, afirmou com frequência. Ela também disse que nunca ouviu falar em Fernandinho Beira-Mar, que fugiu do 9º D.P. pela porta dos fundos estava jogando baralho, vi a confusão e as portas abertas e fugi e que a droga que estava com ela em Maringá não lhe pertencia.
Ela contou que foi para a Região Norte porque estava com medo e precisava cuidar da filha de sete anos. Para sustentar a criança, estava trabalhando como empregada doméstica. Mas o delegado tem outra versão. Shirley estaria vendendo drogas para conseguir dinheiro e resgatar o marido, que está preso em Cacoal (RO), também cumprindo pena por tráfico de drogas.





