Maringá A Polícia Federal (PF) de Maringá prendeu anteontem à noite, integrantes de uma organização criminosa que aliciavam mulheres do Paraná e do Mato Grosso do Sul para levar jóias e cocaína em países da Europa. Renata Eliane dos Santos, 21 anos, Alex Roque Pires, 24, e Magali Ramona Ribeiro, 30, todos de Maringá, foram autuados em flagrante e tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça de Maringá.
Os três foram descobertos a partir da prisão de Margarete Regina Raposo, também de Maringá, na última quinta-feira à noite, quando embarcava para Portugal, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), com 6,2 quilos de cocaína escondidos em um fundo falso de uma mala.
Segundo a PF, a organização embarcou nos últimos tempos 18 mulheres, sendo oito do Mato Grosso do Sul e dez de Maringá. Há informações de que moças de Curitiba e Londrina também foram aliciadas para o tráfico de drogas. Conforme a polícia, a organização vinha atuando há pelo menos 10 anos, mas ainda não se tem idéia da intensidade do ''serviço'' realizado pelos integrantes. A Interpol também está participando das investigações e, de acordo com a PF, seis mulheres que estavam em países da Europa, por meio da organização, já foram presas. Além de drogas, as mulheres levavam jóias, a maioria com pedras de alto valor comercial, como o diamante.
Tanto a cocaína como as jóias eram transportadas a partir de São Paulo. Não se sabe ainda a origem da droga e das peças com pedras preciosas. A polícia contou que a organização atraía as moças, a maioria garotas de programa, através de anúncios publicados em jornais. Alex Pires e Magali Ribeiro exigiam boa aparência e de preferência mulheres brancas. A PF informou que em Maringá elas recebiam o passaporte e uma passagem de ônibus para São Paulo.
Quando chegavam na capital paulista, eram recepcionadas por outros três integrantes da organização, conhecidos por Renato, Daniel e Roberto a polícia investiga a verdadeira identidade dos criminosos e levadas para um hotel. A partir daí, elas recebiam roupas novas, passagens de ida e volta para determinados países da Europa, uma mala com fundo falso onde ficavam escondidos jóias ou cocaína, além de um celular para comunicação com a organização e Euros - moeda da comunidade européia - para custear as despesas no país de destino.
A polícia acredita que no caso das jóias, o objetivo era a venda no exterior para lavagem de dinheiro. As mulheres geralmente viajavam para a Alemanha, Suíça, Holanda, Portugal e Itália.

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