Presa por tráfico expele as 96 cápsulas de coca e deixa hospital
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sexta-feira, 23 de maio de 1997
Lucília Okamura 
Warren NabucoPara a celaCleuza Teixeira saiu ontem do hospital Evangélico e foi levada diretamente para a Polícia FederalCleusa Teixeira Carvalho, 54 anos, foi liberada, ontem, ao meio-dia, do Hospital Evangélico (centro), após expelir 96 cápsulas de cocaína que estavam em seu estômago. Ela foi levada para a Polícia Federal, onde ficará presa até a decisão judicial. Cleusa Carvalho e sua sobrinha Márcia Helena Marcussi, 30 anos, foram detidas pela PF na quarta-feira à tarde, no Aeroporto de Londrina, por porte de cocaína.
Cada uma das acusadas estava com aproximadamente 400 gramas de cocaína no estômago e outros 300 gramas acondicionadas em três saquinhos escondidos no ânus. Elas estariam embarcando para São Paulo e, em seguida, para Itália. Depois da prisão, as acusadas foram levadas para o HE e submetidas a radiografia. Ontem, Cleusa Carvalho conseguiu expelir as cápsulas que totalizam 450 gramas de cocaína, segundo o chefe da Divisão da Polícia Federal em Londrina, José Roberto Morel.
Ainda de acordo com o delegado Morel, Márcia Marcussi continua no hospital e expeliu até agora 69 cápsulas. O delegado responsável pelo inquérito, José Alberto de Freitas Iegas, acredita que Márcia Marcussi está com mais cápsulas do que a sua tia, cerca de 110. Ela confirmou que engoliu mais cápsulas do que a outra, afirma.
O delegado Iegas conta que Márcia Marcussi está passando bem e se mostra muito tranquila. Ela impressiona pela frieza, observa. Segundo a acusada contou à Polícia Federal, ela pagaria R$ 4 mil à tia pelo transporte de drogas até a Itália. A Polícia prendeu também, no mesmo dia, o cunhado de Márcia, Rômulo Martins. Ele foi indiciado por associação criminosa com as duas acusadas.
Iegas espera concluir o inquérito até no máximo a próxima sexta-feira, quando irá remetê-lo à Justiça Federal. Ele explica que estão sendo juntadas provas para pedir a prisão preventiva do marido de Márcia, José Luis dos Santos, que está em Roma e ficaria esperando a chegada de sua esposa. Se condenadas, as duas podem ter uma pena entre três e 15 anos de detenção. O crime é inafiançável, já que é considerado hediondo.


