Silvana Leão
De Londrina
A empregada doméstica Roseli Ramos Xavier, que foi presa em flagrante anteontem em Londrina acusada de furto de energia elétrica deverá ser solta hoje pela manhã, caso a checagem de antecedentes criminais na Vara de Execuções Penais (VEP) não acuse passagem pela polícia. Ela mora no Jardim Quati (zona norte de Londrina) e foi encaminhada junto com o filho de oito meses (liberado mais tarde) para o 2º Distrito Policial (DP) de Londrina.
Roseli, que está desempregada e tem encontrado dificuldade em trabalhar por precisar levar o filho frequentemente ao médico, explicou que quitou uma dívida de R$ 69,00 que tinha com a Copel, mas não levou os comprovantes pedindo para religar a luz. Ela afirmou também que nunca imaginou que fazer ligação clandestina de energia elétrica resultasse em prisão.
Um senhor para quem Roseli faz faxinas a cada 15 dias esteve no 2º DP anteontem à tarde e se dispôs a arrumar um advogado para ela. Ontem à tarde, dois advogados apresentaram-se ao promotor Sérgio Correia de Siqueira, da 3ª Vara Criminal, para defender Roseli.
O promotor explicou que independente dos advogados terem assumido o caso, ele já iria providenciar a consulta de antecedentes criminais e, se possível, solicitar o alvará de soltura. ‘‘Se tudo correr bem ela deverá ser solta amanhã (hoje) cedo.’’
Segundo o juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, a consulta de antecedentes é feita através de um sistema interligado no Estado inteiro, e quando não depende de certidões, leva no máximo 30 minutos. Valle acredita que a demora em providenciar o alvará de soltura de Roseli aconteceu porque há vários trâmites legais a ser seguidos.
Segundo ele, do momento em que a prisão é feita até o cumprimento do despacho do juiz responsável pelo oficial de Justiça, a lei prevê um prazo de até cinco dias. Em relação ao caso de Roseli Xavier, até ontem, no final da tarde não havia chegado nenhum documento na VEP requerendo sua liberdade.

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